Balanço Social
Livro é prioridade de compra nos EUA
04 fev 2010Mesmo durante tempos difíceis para a economia dos Estados Unidos, quando os consumidores tentam cortar despesas dispensáveis, eles não conseguem viver sem livros.
Três quartos dos adultos norte-americanos que participaram de uma pesquisa on-line disseram que sacrificariam férias, jantares, idas ao cinema e até compras nos shoppings, mas não conseguiriam resistir à tentação de comprar um bom livro. Jantar fora de casa veio numa longínqua segunda posição da lista dos itens dispensáveis, com apenas 11%, seguida por compras, com 7%, viagens, com 4%, e filmes, categoria escolhida por apenas 3% dos participantes.
“A recessão realçou o declínio da ganância, dos prazeres e da entrega às tentações, mas notamos uma volta aos prazeres mais simples da vida”, afirmou Michelle Renaud, gerente da Harlequin Enterprises Limited, que realizou a pesquisa.
A sondagem entrevistou 3.000 pessoas e tentou determinar o que seduzia as pessoas a gastarem mais dinheiro, como elas reagiam à tentação e quão longe elas iriam quando tentadas.
O sexo foi a principal tentação de 50% dos homens, enquanto 56% das mulheres responderam que a comida encabeçava a lista. Os gêneros também divergiram no seu enfoque em cometer desvios. Metade dos homens disse que era inofensivo cobiçar alguém que não fosse sua parceira, número que caiu para 33% entre as mulheres.
‘Nossa pesquisa também revelou que 20% das mulheres e 43% dos homens tinham tentação de ficar com a parceira de um amigo [ou parceiro da amiga]“, informou a empresa.
A economia em dificuldade e o alto desemprego também parecem ter aumentado a competição e as tentações no ambiente de trabalho. Segundo a sondagem, 48% das pessoas admitiram ter dado uma olhadela no holerite do companheiro de trabalho. Já 15% dos homens e 10% das mulheres disseram que sabotaram um colega.
“É muito surpreendente o número de pessoas que admitiram ter feito isso”, disse Renaud, acrescentando que esse fato provavelmente ocorre devido ao competitivo mercado de trabalho.
A mesma fatia de homens e 8% das mulheres admitiram que tomaram para si o crédito por um trabalho feito por outra pessoa.
Fonte: Reuters. Uol. Adaptado por Celulose Online

